The Court of Mist and Fury – Opinião

Sarah J. Maas - A Court of Mist and Fury

Título: A Court of Mist and Fury (A Court of Thorns and Roses #2)

Autora: Sarah J. Maas

Editora: Bloomsbury

Páginas: 624

Género: Young Adult; Fantasy; Romance

Sinopse: Feyre is immortal.
After rescuing her lover Tamlin from a wicked Faerie Queen, she returns to the Spring Court possessing the powers of the High Fae. But Feyre cannot forget the terrible deeds she performed to save Tamlin’s people – nor the bargain she made with Rhysand, High Lord of the feared Night Court.
As Feyre is drawn ever deeper into Rhysand’s dark web of politics and passion, war is looming and an evil far greater than any queen threatens to destroy everything Feyre has fought for. She must confront her past, embrace her gifts and decide her fate.
She must surrender her heart to heal a world torn in two.

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Opinião

Uau, se eu pensava que o primeiro tinha sido fantástico este conseguiu ser muito melhor em todos os sentidos. Nem sei por onde começar, a história e as personagens foram tão completas e complexas que por muito que eu não queira, vou acabar por escrever grandes spoilers, não há outra forma 🙂

Depois do que se passou com a Feyre na montanha, ela conseguiu passar os testes para libertar o povo do Tamlin da maldição e no fim morreu, para depois ser ressuscitada por todos os High Lords das 8 casas de Prythian. Resultado, a rapariga ficou traumatizada, o que é perfeitamente normal, depois de tudo pelo que passou eu achava estranho se ela continuasse igual e acho que é aqui que reside toda história, em mudanças. Com quase todas as personagens vemos uma alteração de comportamentos, umas para bem e outras para mal. Ficamos a conhecer novos locais de Prythian e novas personagens, que digo já são maravilhosas e uma delícia de ler.

Em relação às personagens principais, deixem-me dizer que o Tamlin só aparece, e pouco, no início e depois só no fim. O que foi muito bom porque esta personagem foi a que sofreu uma alteração abruta de comportamento pela negativa. Não sei se ele já era possessivo antes ou se depois do que passou com a Feyre durante os testes ele ficou com medo de a perder… o que é certo é que ele ficou completamente obcecado em libertá-la do acordo com o Rhysand (Rhys) e não olha a meios para o conseguir. No início do livro ele trata-a como se ela fosse uma boneca de porcelana, não quer que ela saia de casa, não quer que ela se ponha em perigo, não quer que ela faça nada e ainda por cima vem uma sacerdotisa, Ianthe, que faz o que quer dela. Essa tal de Ianthe é que escolhe a roupa de Feyre e faz-se muito amiga dela, não gostei dela deste o princípio.

Claro está que com tudo isto a Feyre tinha de explodir, se ao início ela estava pacífica e meia no mundo dela, sofrendo noite após noite com os pesadelos do que se passou, depois ela passou-se. Ela teve mesmo um ataque de pânico durante o casamento com o Tamlin, e temos finalmente o Rhys a ir socorre-la e levá-la para ela cumprir o acordo deles (1 semana de cada mês a Feyre tinha de ir para a corte do Rhys). O Rhys não a trata com paninhos quentes e depois da primeira semana passada com ele, ela fica mais calma, claro está que quando volta para o Tamlin as coisas descambam outra vez ao ponto de ele a fechar dentro de casa sem ela poder sair. Neste momento caiu-me tudo ao chão. Como é que é possível esta personagem ter descido tão baixo? Ele não via o que estava a fazer? Novamente o Rhys entra em ação e tira a Feyre de lá e leva-a para a corte da noite.

Para ser sincera a Feyre começou mal neste livro, uma rapariga quebrada, sem vontade própria e que não luta pelo que quer mas depois a história avança e vemos como o Rhys e outras personagens a ajudam a erguer a cabeça e a libertar-se de todo aquele sofrimento. Adorei ver a evolução da Feyre neste livro, adorei mesmo a forma como ela diz “basta” e enfrenta os medos e luta mais uma vez por aquilo que quer. Juntamente com os poderes que herdou dos 8 High Lords esta menina vai fazer muitos estragos. A Feyre é uma das minhas personagens preferidas de sempre junto com o Rhys.

Nesta parte da história vemos a relação entre estes 2 a desenvolver-se mais devagar do que passo de caracol, deu-me cabo dos nervos mas acabou tudo bem e quando eles ficam juntos até dá faísca. E sim, eu tinha razão na minha teoria, este 2 são mesmo soul mates 🙂

O Rhys, o que dizer desta personagem tão complexa, que pensávamos que era uma coisa e na realidade é outra completamente diferente. Já gostava dele no primeiro livro mas o que a autora fez com ele neste segundo foi tão bom, deu uma vulnerabilidade e complexidade a uma personagem que merecia e trabalhou-o tão bem que parece real. Depois de vermos a faceta de duro, implacável e mau, lê-mos agora sobre um homem que não olhou a meios para se sacrificar para salvar o seu povo. Um homem tão magoado e ferido durante tanto tempo que a sua vulnerabilidade nos parte o coração. As camadas que esta personagem tem são tantas que acho que ainda temos muito para descobrir.

Personagens novas da corte da noite que são importantíssimas para a história são a prima do Rhys, Morganna, a Amren que não se sabe muito bem o que ela é, só que está presa num corpo humano e não é deste mundo e os dois guerreiros e melhores amigos do Rhys, Cassian um cromo brincalhão e Azriel um espião com muitas capacidades. Todos eles um bando de rejeitados que se uniram contra tudo e todos e se tornaram nos mais fortes e poderosos Fae de Prythian.

Tudo isto se passa enquanto o Rei de Hybern quer conquistar novamente o território dos humanos, por isso temos muitos conflitos e planos para travar os planos do rei.

O final é que foi grandioso, não há cliffhanger mas a forma como a autora terminou este segundo livro foi muito bom. Tal como a Feyre disse, o Tamlin deixou entrar uma raposa na capoeira sem saber, porque ele pensa que ela continua a ser a menina perdida que era antes. Isto sim deixa-nos com vontade de devorar o próximo.

Em resumo, só posso dizer para lerem esta série, vale mais que a pena ler e reler. As personagens são lindas, complexas e bem desenvolvidas e a história é fantástica. Aconselho mesmo a pegarem nestes livros e em todos os outros desta autora.

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One thought on “The Court of Mist and Fury – Opinião

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